Polícia Científica

18/05/2020

Dia Internacional do Museu: Museu de Ciências Forenses guarda histórias peculiares de crimes e acidentes que aconteceram no Paraná

O Dia Internacional do Museu é celebrado nesta segunda feira (18/05) e o Paraná conta com um museu diferente que guarda muitas histórias e transmite conhecimentos a quem se aventura em conhecer suas peculiaridades: o Museu de Ciências Forenses, localizado na sede da Polícia Científica do Paraná, na capital do estado, e que recebe cerca de 2,5 mil visitações ao ano.

Elementos anatômicos, fetos, cadáveres mumificados, casos de perícias, objetos de cenas de crimes ou de acidentes, entre outros materiais de cunho educativo, fazem parte do acervo do Museu Ciências Forenses do Paraná. São peças que, além de despertar a curiosidade da população por contar histórias de crimes e mortes inusitadas que aconteceram no estado, servem para agregar na formação de estudantes de diversas áreas como medicina, enfermagem, farmácia, odontologia e direito.

Para a diretora do Museu de Ciências Forenses, Thaís Xavier, o acervo ajuda a tornar a imagem do IML mais intimista perante a população e, assim, ser uma instituição mais próxima da comunidade sem causar espanto. “O museu, sobretudo, é uma forma de mostrar para a população todo o trabalho desempenhado pela Polícia Científica do Paraná a serviço da sociedade de uma forma científica e educativa, com a intenção de aproximar as pessoas dessa área da Segurança Pública”, afirma.

Mais do que estabelecer uma conexão entre passado, presente e futuro, o Museu de Ciências Forenses preserva o patrimônio da Polícia Científica do Paraná. Uma das exposições que mais desperta a atenção dos visitantes é o corpo mumificado do serial killer “Paraibinha”. A peça lembra a história do criminoso que matou dezenas de pessoas na cidade de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, na década de 70, e, ironicamente, foi assassinado com um golpe de foice, a mesma ferramenta que ele usava para praticar os crimes.

O Curador do Museu de Ciências Forenses, Joel Camargo, é o responsável por cuidar do acervo há 40 anos. Para ele, as histórias que o museu guarda desperta nos visitantes um novo ponto de vista. “Nossa intenção é mostrar à população o lado educacional e científico do museu, que é um ambiente acolhedor. Todas as pessoas que já passaram por aqui saíram com uma experiência nova, algo diferente e um olhar novo sobre a vida humana”, explica.

VISITAÇÃO - As visitações ao Museu de Ciências Forenses estão suspensas por tempo indeterminado devido à pandemia da Covid-19. Em períodos de normalidade, as visitas realizadas principalmente por estudantes de escolas e universidades são restritas e devem ser agendadas previamente na direção-geral do Instituto Medido-Legal (IML).
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