Polícia Científica

14/05/2020

Governo fortalece as polícias Científica e Civil no combate à corrupção no Paraná

As polícias Civil e Científica do Paraná contam, a partir de agora, com novos mecanismos para a condução de investigações relacionadas à corrupção e lavagem de dinheiro. Foi criado um centro interno capaz de melhorar a capacidade de extração, pesquisa e análise de dados. A mudança assegura a atuação de uma equipe multidisciplinar, com policiais civis das áreas de investigação e inteligência, peritos criminais da Polícia Científica, entre outros. 

O decreto 4.596, de 6 de maio de 2020, publicado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, também altera o nome da unidade especializada neste tipo de investigação. A antes denominada Divisão de Combate à Corrupção passa a se chamar Divisão Estadual de Combate à Corrupção.

“É um reforço importante no combate à corrupção em nosso Estado e reforça a política de integração de forças. A Polícia Civil tem atuado com muita seriedade nessa área. O Paraná melhorou a sua metodologia a partir da autonomia que as forças de segurança têm para atuar em prol da nossa sociedade”, disse Ratinho Junior.

Dentro da nova estrutura foi criado o Centro Integrado de Pesquisa e Análise de Dados, com atribuição para serviços tecnológicos voltados à extração, processamento e análise de dados e documentos de interesse das investigações relacionadas à corrupção.

O decreto prevê a atuação de policiais civis especializados em inteligência, servidores que trabalham no Laboratório de Tecnologia de Combate à Lavagem de Dinheiro da Agência de Inteligência da Polícia Civil - e peritos criminais especializados em computação e contabilidade forenses, designados pela Polícia Científica.

“É um importante avanço para a segurança pública estadual. São servidores capacitados, tanto da Polícia Civil, quanto da Polícia Científica, atuando de forma integrada nas investigações de combate à corrupção. Além disso, essa integração facilita a investigação, traz mais celeridade e garante uma maior confiabilidade no resultado final, diminuindo o número de pessoas com acesso aos sistemas confidenciais”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.

Para o delegado-geral Silvio Jacob Rockembach, o decreto reafirma o propósito de fazer do Paraná um Estado inovador na área de segurança pública. “A implantação da ferramenta coloca a Polícia Civil em outro patamar”, ressalta.

Rockembach acredita que, com recursos tecnológicos de última geração e equipes multidisciplinares compostas por policiais civis, peritos criminais, auditores da Receita Estadual e da Controladoria Geral da União, as investigações de combate à corrupção e lavagem de dinheiro têm tudo para atingir nível de excelência. “Tenho plena certeza que este modelo que está sendo implantado no Paraná servirá em breve de inspiração para as polícias civis de outros estados”, acrescenta.

O delegado da Divisão Estadual de Combate à Corrupção, Allan Flore, avalia as mudanças como avanços para a Polícia, pois viabilizam alterações importantes. “Dentre elas a criação de uma estrutura que congrega atuação de policiais civis e peritos criminais, dando enorme celeridade aos trabalhos técnicos de extração de informações que são importantíssimas para as investigações em curso”, diz.

O diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, pertencente à Polícia Científica, Mariano Schaffka Netto, entende que essa parceria entre as polícias Científica e Civil é um avanço à sociedade no combate a corrupção. “O indiscutível conhecimento e a qualificação do corpo técnico dos peritos criminais das áreas de computação e contábeis, trabalhando diretamente no Centro Integrado de Pesquisa e Análise de Dados, vai melhorar, significativamente, a qualidade da informação dos procedimentos acrescentando não somente arquivos ocultos ou recuperados, mas a interpretação qualitativa de dados que são de difícil compreensão por profissionais que não são da área”, declara.

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